terça-feira, 14 de maio de 2013

Um olhar mais específico: Estádio Operatório Concreto


A partir dos 8 anos a criança tem uma melhor percepção da distância e da localização dos objectos (pensamento espacial). É capaz de memorizar caminhos e de ter noção do tempo que demora.

Com 10 anos desenvolve competências para arranjar estratégias para a memorização. Por exemplo para estudar é capaz de organizar a matéria por temas e ler varias vezes para assimilar.

Piaget desenvolveu uma experiência que permitiu exemplificar a diferença da percepção das crianças relativamente à noção de conservação e reversibilidade no estágio pré-operatório (2/3-6 anos) e do estágio operatório concreto (7-10/11anos).

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Alterações no estádio operatório-concreto

É o período em que o indivíduo consolida as noções de número, substância, volume e peso. Já é capaz de ordenar elementos por seu tamanho (grandeza), incluindo conjuntos, organizando então o mundo de forma lógica ou operatória. Já podem compreender regras, sendo fiéis a ela, e estabelecer compromissos. A conversação torna-se possível (já é uma linguagem socializada), sem que no entanto possam discutir diferentes pontos de vista para que cheguem a uma conclusão comum.
  
Em suma as crianças sofrem as seguintes alterações nestas seguintes componentes:


Espaço - organiza-se pela organização diferenciada dos vários espaços. A criança vai conhecendo os vários espaços nos quais interage, organizando-os. Também aqui está presente a reversibilidade do real, onde o conceito de espaço está relacionado com o conceito de operação. O espaço isolado por si só não existe.


Tempo -  não há reversibilidade do real, o tempo existe apenas no nosso pensamento, os acontecimentos sucedem-se num determinado espaço, e o tempo vai  agrupando-os.


Peso - para que a criança domine este conceito é fundamental que compare diversos objectivos para os poder diferenciar.


Classificação - primeiro a criança tem que agrupar os objectos pela sua classe e tamanho, depois os classificar e consequentemente adquirir conceitos.


Operações numéricas - primeiro a criança aprende o conceito de número e seriação, por volta dos sete anos, depois a classificação da realidade, mas essa classificação vai variando conforme a aprendizagem que ela vai fazendo ao longo do tempo.



sábado, 11 de maio de 2013

Experiências de Conservação de Piaget

                             


Neste video observamos uma criança de 4 ou 5 anos a realizar algumas das experiências mais conhecidas de Piaget. São avaliadas as experiências com números, profundidade, líquidos, massa e área.
Ao observarmos este vídeo podemos pensar que esta criança não é suficientemente inteligente mas, na verdade, esta criança ainda não adquiriu a experiência necessária para resolver estes problemas a nível cognitivo. Esta criança está no estádio pré-operatório sendo assim notável a falta de consideração em questões de lógica. Esta teoria tem assim como fundamento principal a importância de entendermos o pensamento e argumentos de um sujeito perante uma nova situação.


O Desenvolvimento Cognitivo, segundo Piaget

Piaget divide o desenvolvimento cognitivo a partir de quatro estádios, sendo eles:

Estádio sensório-motor (0-2 anos): 

- inteligência prática, baseada em sensações, emoções e movimento. O mundo do bebé é apenas o que ele vê e sente, segundo a sua perspectiva.

- antes dos 8 meses: é como se o mundo não fosse constituído por objectos, mas sim por uma sucessão de 
imagens, sem ligação entre si, em que as coisas deixam de existir quando deixam de ser percepcionadas;

- progressivamente, vai sendo capaz de agir intencionalmente, de modo cada vez mais coordenado, para 
obter o fim pretendido (ex.: obter um objecto), utilizando, para tal, não só a acção do próprio corpo, como fazia anteriormente, mas também outros objectos; 


Estádio pré-operatório (2-7 anos):


- função simbólica: capacidade de representação mental e simbolização; 

- egocentrismo intelectual: a criança acha que o mundo foi criado para si e não é capaz de perceber o ponto 
de vista do outro (acha que os outros pensam e sentem da mesma forma que ela); 

- animismo: o egocentrismo estende-se aos objectos e outros seres vivos, aos quais a criança atribui 

intenções, pensamentos, emoções e comportamentos próprios do ser humano; 

- pensamento mágico: a realidade é aquilo que a criança sonha e deseja, e dá explicações com base na sua 
imaginação, sem ter em consideração questões de lógica;

- interessa-se essencialmente por resultados práticos; 


Estádio das operações concretas (7-11/12 anos)


- pensamento lógico: tem capacidades para realizar operações mentais, pois compreende que existem 
acções reversíveis (percebe que é possível transformar o estado de um objecto, sem que todo o objecto mude, e depois reverter esta transformação, voltando ao estado inicial);


-  já não se baseia na percepção imediata e começa a compreender a existência de características que se  conservam, independentemente da sua aparência: adquire assim a noção de conservação da matéria sólida (ou substância), mais tarde da líquida (exemplo acima referido da conservação da qualidade de água), depois do peso e, por fim, do volume;

Estádio das operações formais (12-16 anos)

- consegue realizar não só operações concretas mas também operações formais. Ex.: Problema. três 
pessoas A, B e C estão sentadas num banco de jardim. Quantas hipóteses existem relativamente à ordem em que estão sentadas? 

Neste estádio, já é possível resolver este problema usando o pensamento abstracto (operação formal): consegue-se colocar mentalmente todas as hipóteses. 

- pensamento abstracto: é capaz de se desprender do real e raciocinar sem se apoiar em factos, ou seja, não precisa de operacionalizar e movimentar toda a realidade para chegar a conclusões; 

- raciocínio hipotético-dedutivo: coloca hipóteses, formulando mentalmente todo o conjunto de explicações 
possíveis; 

- percebe que existem múltiplas formas de perspectivar a realidade e que a sua percepção é apenas uma 
dentro de um conjunto de possibilidades;


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Piaget e as crianças




Para Piaget, o que marca a passagem do período sensório-motor para o pré-operatório é o aparecimento da função simbólica ou semiótica, ou seja, é a emergência da linguagem. Nessa concepção, a inteligência é anterior à emergência da linguagem e por isso mesmo "não se pode atribuir à linguagem a origem da lógica, que constitui o núcleo do pensamento racional" (Coll e Gillièron, op.cit.). 

Todavia, conforme demonstram as pesquisas psicogenéticas (La Taille, op.cit.; Furtado, op.cit., etc.), a emergência da linguagem acarreta modificações importantes em aspectos cognitivos, afetivos e sociais da criança, uma vez que ela possibilita as interações  interindividuais e  fornece, principalmente, a capacidade de trabalhar com representações para atribuir significados à realidade. Tanto é assim, que a aceleração do alcance do pensamento neste estágio do desenvolvimento, é atribuída, em grande parte, às possibilidades de contatos interindividuais fornecidos pela linguagem.

Contudo, embora o alcance do pensamento apresente transformações importantes, ele  caracteriza-se, ainda, pelo egocentrismo, uma vez que a criança não concebe uma realidade da qual não faça parte, devido à ausência de esquemas conceituais e da lógica. 

Fonte: unicamp.br

"A primeiro meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, homens que sejam criadores, inventores, descobridores" - Piaget


Freud - Fases de desenvolvimento

Freud distinguiu três principais fases de desenvolvimento sexual nas crianças, sendo elas a fase oral, anal e genital.




Fase oral (0 aos 2 anos): Nesta fase a zona erógena é a boca. O prazer sexual, predominante na boca e nos lábios está associado à alimentação, sendo visível na sucção. O bebé leva ainda os objectos à boca como meio para explorar o ambiente.









Fase anal (18 meses aos 4 anos): Esta fase consiste na aquisição do controlo dos músculos relacionados com a evacuação. A criança vai aprender que existem locais determinados a esse efeito. É preciso ter cuidado pois a criança pode reagir de diversas formas a estas exigências de higiene. Pode reter as fezes e causar dor, ou por contrário expeli-las nos momentos menos adequados.






Fase genital (11 aos 18 anos): Na adolescência e em virtude da maturação do aparelho genital e da produção de hormonas sexuais, activa-se o desejo do prazer. A transição da sexualidade infantil para a sexualidade madura exige escolhas e decisões de forma realista e incorporadas na sociedade, fora do universo familiar. Se os conflitos característicos de fases anteriores forem resolvidos de forma satisfatória, a criança/jovem entra na última fase com a libido em torno dos órgãos genitais e permanece assim durante toda a vida. Nasce a capacidade de amar e partilhar o prazer. Freud concluí que a fase genital é a recta final de um percurso iniciado na sexualidade auto-erótica (bebé/criança satisfaz-se a si próprio) até à sexualidade orientada (indivíduo integrado na sociedade).




Freud e as crianças



Freud adoptou uma forte e extremista posição no que às crianças diz respeito, sendo assim fortemente criticado e tendo tido ainda repercussões na sua Associação Internacional de Psicanálise, a qual muitos dos seus colegas abandonaram. O principal motivo era a forma como Freud exprimia os seus pensamentos inacabados sobre a sexualidade nas crianças, afirmando seguramente que estas estavam sujeitas a desejo sexual e que muitas das vezes o objecto desse desejo eram os próprios pais.

Freud mostrou o complexo de Édipo, em que o filho deseja sexualmente a mãe e admitiu ainda o complexo de Eletra como sendo a inveja que a menina tem do órgão sexual masculino, chamando assim a criança de um “perverso polimorfo”.

Distinguiu a sexualidade em três fases pelas quais passa o desenvolvimento da criança, sendo elas a fase oral, anal e genital, normalmente surgindo por esta ordem mas com casos de regressão e fixação.

"A sede de conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual." - Sigmund Freud